“Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos. É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto. É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.” (Sl 132, 1-3).
São Bento de Núrsia diz: "Aqueles que vivem em comunidade pertencem a uma raça fortíssima."
São Bento destaca a importância de se viver a fé em uma comunidade unida, acolhedora e espiritualmente ativa.
São Bento valoriza o trabalho conjunto e a obediência na comunidade como meio de luta espiritual, formando discípulos cada vez mais resistentes, diferentes dos (que vivem sozinhos) ou (que vagam sem rumo).
A vida em comunidade facilita a vivência do Decálogo e também ajuda a manter o equilíbrio espiritual e psicológico.
São Bento dizia ainda que a vida em comunidade é vista não apenas para monges, mas como uma inspiração de equilíbrio, silêncio, oração e trabalho para a vida cotidiana de todos os fiéis.
É justamente essa força de reajustar, alinhar, perdoar, superar, suportar uns aos outros, permanecer, retornar a Deus, amar de novo, a força que vem do alto, que vai nos movendo, nos capacitando porque eu quero.
Você precisa dar essa resposta para vive e conviver em comunidade.
A vida da fé exige uma resposta pessoal e particular: "eu quero a vida comunitária."
Porque nós podemos passar a vida inteira rejeitando o que Deus na sua Onipotência, Onipresença e Oniciência quis fazer.
Outra coisa da vida em comunidade é: "eu quero viver a vida com estes."
Nós que vivemos em comunidade, não escolhemos com quem vivemos.
Se você vai casar, espera-se que você tenha escolhido o seu noivo, a sua noiva, desde o namoro. Há uma escolha aí que foi rezada e planejada intencionalmente.
Mas na vida comunitária é bem diferente.
Na vida Comunitária, você escolheu esse aí que está do seu lado? Não!
Por isso que a maior segurança nossa, é que fomos escolhidos por Deus e só Deus é quem pode nos dispensar.
É uma segurança que Deus nos escolheu e que escolheu você.
E também é uma segurança pra vida comunitária, que Deus quis essa pessoa aqui.
Muitos que foram evangelizados e que estão na comunidade é bem certo que "vão passar" e outros "vão permanecer", "vão ficar", nem todos vão ficar.
Alguns vem "viver a missão", outros "são missão" para comunidade, no sentido de que eles não eram chamados a uma vocação. Mas estiveram ali para nos fazer crescer e para crescer conosco. Então eles são missão da conumidade. Mas aqueles que de fato ficam, que aderem ao chamado, se tornam missão da comunidade. E isso é muito bom.
Santo Agostinho diz que o motivo principal da vida fraterna é: estarmos unidos!
É o amor de Cristo que nos une, esse é o verdadeiro motivo da vida fraterna.
Nós não estamos aqui por causa de nós mesmos, nem por causa uns dos outros, é por isso que dá certo. Porque quando você está por causa do outro, você se prende ao sentimentalismo e aos sentimentos.
Mas quando você está na comumidade porque justamente é para estar unido no amor, servir o amor, amar o amor, é o amor que faz a diferença, que vem de Deus e que nos uniu.
Foi Ele. Ele me quis. Ele quis o outro. Então nessa dinâmica eu posso me encontrar mesmo que eu não esteja bem.
Vindo da comumidade temos as simpatias e as antipatias.
Nem todos sentimos essa necessidade de estarmos mais próximos, e isso não é ruim. Vamos ter pessoas em que nós vamos conviver mais, e outras pessoas que vamos conviver menos. E está tudo certo.
Mas isso não faz a diferença do carisma, e nem a diferença do amor. Porque o amor não está ligado ao sentimento, o amor está ligado justamente ao relacionamento livre, consciente e saudável a Cristo Jesus que nos forma, que nos faz crescer em santidade e justiça todos os dias da nossa vida.
O amor está ligado nesse atendimento um do outro em todas as suas necessidades reais e é exatamente a comunidade que atende todas as necessidades reais da pessoa que está junto.
O que ela não atende são as necessidades, as satisfações, as vontades e os desejos irreais da pessoa que está junto.
Os três pilares de um Carisma e Fundação são:
1. A vida de oração (pessoal diária e semanal comunitária)
2. A vida fraterna e comunitária, (diária e mensal)
3. E o apostolado (serviço e a missão).
Hoje falaremos a importância e necessidade da vida fraterna como sustento e fermento para o carisma.
O que é a Vida Fraterna?
A vida fraterna é a vivência dos cristãos em comunidade, sob a regra áurea dos mandamentos divinos e sustentada pelo Espírito Santo. É comparável a uma família que possui o pai, a mãe e os filhos.
Na comunidade cristã também é assim:
– um mesmo Pai, Deus;
– uma mesma Mãe, a Igreja;
– e os filhos todos reunidos pela vontade e presciência de Deus Pai.
Chamados a viverem juntos:
Não são os pais que escolhem os filhos, da mesma forma acontece na fundação, na vida comunitaria, não é o fundador que escolhe os discípulos vocacionados; eles chegam atraídos pela grande força do carisma, de todos os lados, de todas as culturas, com as mais diversas idades, e, como assim é em uma família, que crescem juntos, como irmãos, sob o olhar de um único Pai que é Deus Pai, Providente e Misericordioso.
Foi a partir de Pentecostes que se pôde realizar o ideal da fraternidade, e isso aconteceu não entre irmãos ou entre pessoas da mesma cultura, mas entre pessoas totalmente desconhecidas entre si.
Celebrar Juntos:
Assim como em uma família, na vida fraterna também se partilha tudo, tudo que o Pai envia em sua providência.
Os irmãos recebem de acordo com a necessidade de cada um.
Um bebê não tem as mesmas necessidades da filha jovem prestes ao casamento, por isso, na vida fraterna, cada um, como irmão, deve aprender que existem necessidades diferentes, particulares que Deus dará, ou tirará, como lhe aprouver.
Alegrar-se com a alegria do outro, entristecer-se com sua tristeza do outro e rezar nos momentos de fragilidade, quedas e dor do irmão é um dom que somente é conquistado por quem ama, para viver em fraternidade é preciso aprender a amar.
O ciúme, a inveja e o egoísmo são os grandes inimigos da vida fraterna, essas fraquezas devem ser enfrentadas, admitidas e levadas ao formador pessoal e diretor espiritual.
As fraquezas humanas e as más tendências somente serão superadas e vencidas, pela partilha da verdade, oração recebida e pela graça do carisma que é maior que as fragilidades dos vocacionados.
Certamente terão maior dificuldade em viver a fraternidade aqueles que vêm de famílias onde não existia o amor entre os irmãos.
Fiquem tranquilos: Amar se aprende, o próprio Amor que é Jesus ensina a amar.
"Se imaginais viver em comunidade sem serdes constrangidos a suportar os defeitos dos co-irmãos, estais enganados”. (São João Batista de La Salle).
Momentos fraternos:
Podemos evidentemente dizer que todos os instantes que os co-irmãos estão juntos é vida fraterna, mas, toda a fundação necessita de momentos fraternos, pois os irmãos precisam também partilhar sem interesse, brincar juntos, lanchar, almoçar, perder tempo mesmo com o outro para conhecê-lo melhor, amá-lo e principalmente, cada discípulo vocacionado precisa sair de si mesmo, de seu mundo confortável e isolado de viver, para encontrar o outro, para a convivência com os irmãos.
Quem organiza e determina os momentos fraternos são as autoridades da fundação conforne a disciplina comum existente, e que devem acontecer semanalmente (se tratando de comunidade de vida) e periódica(mensalmente) para os demais não consagrados.
Os encontros entre irmãos deverão ser reservados, privados e estruturados para quem somente é da comumidade:
1. Só pode participar dos momentos de convivência, quem é da comunidade. Tudo isso para salvaguardar a privacidade que precisa ser preservada e não violada!
2. O que estes discípulos vam fazer? Muito Simples: Conviver, partilhar sem interesse, brincar juntos, lanchar, almoçar, perder tempo com o outro para conhecê-lo melhor e assim amá-lo.
3. Como? Com disciolina e oração, colocando Deus no centro, cultivando a humildade e buscando a santidade nas ações diárias.
4. Quando? Diariamente para quem é da Comunidade de Vida ou Aliança, e mensalmente para os demais membros.
5. E Onde? A própria comumidade quem determina o local, contudo que seja privado, só para os que pertencem a comunidade e estão caminhando para que sejam acompanhados, olhados e observadas mais de perto, acolhidos, amados e até exortados.
Na convivência comunitária é algo bem reservado.
Na hora que começar a ter alguém de fora da caminhada, a pessoa responsável vai tirar o foco dos discípulos, pra focar na pessoa de fora.
O certo é que todos que caminham e pertencem a comumidade precisam participar da convivência!
A vocação à comunidade é considerada um chamado para sair da solidão,da ilha, da redoma de vidro, e viver o relacionamento com Deus e com o próximo.
Nenuma pessoa foi chamada pra uma comunidade pra viver de forma isolada. A vida em comunidade por si só, pede convivência.
A convivência comunitária é uma "vida em saída", focada na oração e na santificação da família, superando o isolamento da sociedade moderna.
A presença de todos os membros da comunidade é indispensável, intransferível e inalienável, por pura necessidade, podendo evidentemente no caso dos casais com filhos se revezarem entre si.
A presença nestes momentos não pode ser livre, se faz necessário, pois, a idéia que se passa para muitos estar junto é que é um fardo, e não é assim, a tendência é esquivarem-se, estes irmãos que trazem dentro de si, dores que somente serão curadas, justamente através da fraternidade. Por isso mesmo que precisam estar, para serem curados, tratados e libertos das dores e traumas.
As atividades dos momentos fraternos devem ser realizadas dentro do carisma da própria comunidade.
As autoridades e coordenadores também devem participar dos momentos fraternos junto com seus discipulos, e reajustá-los sempre que necessário, isso fará um grande bem a eles enquanto autoridades e edificará a comunidade.
Juntos para sempre:
“É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.”
Podemos ter uma certeza: no estado definitivo, na vida eterna, quando estivermos no céu, não viveremos isolados, mas em uma festiva e gratificante união.
Lá entraremos em extraordinária comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Além Deles, com a multidão dos santos e santas, com a comunidade dos que foram salvos, com a agradável companhia da humanidade de todos os tempos.
Uma fraternidade que cresce na obscuridade cotidiana torna-se, por sua vez, um raio de luz que prenuncia a luz solar da fraternidade definitiva, jubilosa, beatificante.
Vale a pena renovar nossa decisão e adesão por Cristo, caminhando, convivendo, crescendo e combatendo o mal junto .
“Aqueles que vivem em comunidade pertencem a uma raça fortíssima” (São Bento).
Essa força de reajustar, alinhar, perdoar, superar, suportar um ao outro, retornar a Deus, amar de novo, força que vem do alto, que vai nos capacitando. É preciso querer a vida comunitária com estes que Deus escolheu.
Pregação de Gislaine, Cofundadora da Comunidade Oásis


O que falava Padre Léo sobre a Convivência na Comumidade:
ResponderExcluir● 1. A convivência na Comunidade, é um dos pilares fundamentais para a restauração de vidas extragadas.
● 2. A convivência na Comunidade funciona como um ambiente terapêutico baseado no acolhimento, na espiritualidade e na vida em família.
● 3. A comunidade baseia-se no princípio de "acolher cada um como o próprio Cristo", criando assim uma atmosfera de amizade, amor incondicional, respeito e dignidade, essencial para o resgate da autoestima,
● 4. A convivência diária promove a restauração emocional e social, permitindo a reconstrução de vínculos e a prática da empatia.
● 5. A convivência proporciona um ambiente seguro para o desenvolvimento intelectual, familiar e pessoal, preparando a pessoa pars o convívio sadio na sociedade.
● 6. O Padre Léo ensinou também que a organização do ambiente (o "sagrado"), a ordem e ajuda nas tarefas diárias da comumidade, feitas com amor também ajudam na organização interna e psicológica dos que estão então sendo acolhidos.
● 7. A convivência comunitaria é um lugar de encontro e amizade profunda, igualzinho à casa de (Marta, Maria e Lázaro), quando Jesus ia pras muitas convivências, oferecendo carinho, repouso e acolhimento incondicional.